Não poderia estar mais de acordo com o autor, o fantástico Vinicius de Morais. Amigo é assim mesmo.
"Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações da infância.
Precisa-se de um amigo para não enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque avida é bela, mas por que já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que nos chame de amigo,para ter-se a consciência de que ainda se vive."
quinta-feira, 11 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Sabedoria de esperar
No compasso do nosso dia a dia, a pressa leva-nos, tantas vezes, aos maus juízos e à precipitação.
Atentemos a esta proposta da filosofia tibetana.
"Olhei ao longe e vi que qualquer coisa se movia.
Aproximei-me um pouco e vi que era um animal.
Aproximei-me mais ainda e vi que era um homem.
Reaproximei-me um pouco mais ainda e vi que era o meu irmão."
Atentemos a esta proposta da filosofia tibetana.
"Olhei ao longe e vi que qualquer coisa se movia.
Aproximei-me um pouco e vi que era um animal.
Aproximei-me mais ainda e vi que era um homem.
Reaproximei-me um pouco mais ainda e vi que era o meu irmão."
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Fazer tábua rasa
Muitas vezes utilizamos certas expressões e não sabemos muito bem o seu real significado.
A expressão "fazer tábua raza" é uma delas e para que melhor a possam utilizar aqui vai um pequeno contributo.
Significado: Esquecer completamente um assunto que se está a abordar para recomeçar em novas bases como se aquele não tivesse existido.
Origem: Na sua origem no latim, a tabula rasa ou a tábua rasa, correspondia a uma tabuinha de cera onde nada estava escrito. A expressão foi tirada, pelos empiristas, de Aristóteles, para assim chamarem ao estado do espírito que, antes de qualquer experiência, estaria, em sua opinião, completamente vazio e na qual tudo seria possível escrever a partir da experiência adquirida. Também John Locke (1632-1704 ), pensador inglês, em oposição a Leibniz e Descartes, partidários do inatismo, afirmava que o homem não tem nem ideias nem princípios inatos, mas sim que os extrai da vida, isto é, da experiência. «Ao começo», dizia Locke, «a nossa alma é como uma tábua rasa, limpa de qualquer letra e sem ideia nenhuma. "Tabula rasa in qua nihil scriptum". Como adquire, então, as ideias? Muito simplesmente pela experiência.»
Como vemos a tábua rasa corresponde ao vazio e à ausência de conhecimento.
Por isso fazer tábua rasa é ignorar completamente tudo o que é dito ou proposto tal como se não soubessemos nada acerca de tal assunto.
Aníbal Carvalho
A expressão "fazer tábua raza" é uma delas e para que melhor a possam utilizar aqui vai um pequeno contributo.
Significado: Esquecer completamente um assunto que se está a abordar para recomeçar em novas bases como se aquele não tivesse existido.
Origem: Na sua origem no latim, a tabula rasa ou a tábua rasa, correspondia a uma tabuinha de cera onde nada estava escrito. A expressão foi tirada, pelos empiristas, de Aristóteles, para assim chamarem ao estado do espírito que, antes de qualquer experiência, estaria, em sua opinião, completamente vazio e na qual tudo seria possível escrever a partir da experiência adquirida. Também John Locke (1632-1704 ), pensador inglês, em oposição a Leibniz e Descartes, partidários do inatismo, afirmava que o homem não tem nem ideias nem princípios inatos, mas sim que os extrai da vida, isto é, da experiência. «Ao começo», dizia Locke, «a nossa alma é como uma tábua rasa, limpa de qualquer letra e sem ideia nenhuma. "Tabula rasa in qua nihil scriptum". Como adquire, então, as ideias? Muito simplesmente pela experiência.»
Como vemos a tábua rasa corresponde ao vazio e à ausência de conhecimento.
Por isso fazer tábua rasa é ignorar completamente tudo o que é dito ou proposto tal como se não soubessemos nada acerca de tal assunto.
Aníbal Carvalho
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
COMO REDUZIR UMA ESPÉCIE
Tem-se falado muito sobre o pretenso "casamento" de homossexuais e lésbicas, mas pouco se tem dito sobre algumas das consequências desse tipo acasalamento. Para além das éticas e morais há outras com grandes repercursões sociais e políticas e até da preservação da própria espécie humana, pelo menos é o que poderá acontecer se todos fizerem opções semelhantes.
A propósito disso, recebi um texto brilhante de uma grande amiga e que com a sua autorização aqui deixo transcrito.
Aníbal Carvalho
"COMO REDUZIR O NÚMERO DE ELEMENTOS DE UMA ESPÉCIE.
Pensemos juntos.
Se quisessemos reduzir drasticamente o número de elementos de uma espécie o que faríamos?
Matávamo-los um a um, criteriosamente como quem caça pulgas...?
Não, isso seria demasiado repugnante e demorado. Além disso corríamos o risco de haver alguma comissão de defesa da espécie, suficientemente poderosa e eficaz, que actuasse a tempo!
Arranjávamos um contaminante biológico, difundíamo-lo de forma controlada e esperávamos?
Não, isso seria demasiado perigoso e nunca se pode saber exactamente se não ocorreria uma mutação e lá se ia o controlo e quiçá seríamos também nós afectados!
Podemos sempre enveredar por uma solução de massas, como seja promover confrontos entre tribos?
Não, a história demonstra que isso seria demasiado caro e em particular teria um custo político muito elevado.
Podemos sempre dar-lhes contraceptivos!?
Bem, isso era uma boa solução, mas há sempre alguns que não os tomam e o processo acaba por se arrastar... a menos que a isso associassemos uma diversão comportamental.
Porque não fazer-lhes crer que as experiências homo são legítimas e muito mais estimulantes?
É isso! Em menos de duas/três gerações temos o número de membros da espécie reduzida a valores economicamente viáveis. E mais, sem custos adicionais. BINGO!!!
O poder económico e político controla as mentes e quer fazer-nos crer que tomam atitudes liberais e modernistas. Para já, é apenas “fait divers” mas dentro de alguns anos, entre SIDA, homossexualidade e contraceptivos a humanidade estará reduzida a uma população de alguns poucos “lideres”, muitos “clones” e vestigíos de velhos com Alzheimer.
Porque será que não nos revoltamos contra a exterminação da nossa espécie enquanto podemos? Ou já não podemos?
Podemos ainda, basta ser lúcido e querer!!!
MFC"
A propósito disso, recebi um texto brilhante de uma grande amiga e que com a sua autorização aqui deixo transcrito.
Aníbal Carvalho
"COMO REDUZIR O NÚMERO DE ELEMENTOS DE UMA ESPÉCIE.
Pensemos juntos.
Se quisessemos reduzir drasticamente o número de elementos de uma espécie o que faríamos?
Matávamo-los um a um, criteriosamente como quem caça pulgas...?
Não, isso seria demasiado repugnante e demorado. Além disso corríamos o risco de haver alguma comissão de defesa da espécie, suficientemente poderosa e eficaz, que actuasse a tempo!
Arranjávamos um contaminante biológico, difundíamo-lo de forma controlada e esperávamos?
Não, isso seria demasiado perigoso e nunca se pode saber exactamente se não ocorreria uma mutação e lá se ia o controlo e quiçá seríamos também nós afectados!
Podemos sempre enveredar por uma solução de massas, como seja promover confrontos entre tribos?
Não, a história demonstra que isso seria demasiado caro e em particular teria um custo político muito elevado.
Podemos sempre dar-lhes contraceptivos!?
Bem, isso era uma boa solução, mas há sempre alguns que não os tomam e o processo acaba por se arrastar... a menos que a isso associassemos uma diversão comportamental.
Porque não fazer-lhes crer que as experiências homo são legítimas e muito mais estimulantes?
É isso! Em menos de duas/três gerações temos o número de membros da espécie reduzida a valores economicamente viáveis. E mais, sem custos adicionais. BINGO!!!
O poder económico e político controla as mentes e quer fazer-nos crer que tomam atitudes liberais e modernistas. Para já, é apenas “fait divers” mas dentro de alguns anos, entre SIDA, homossexualidade e contraceptivos a humanidade estará reduzida a uma população de alguns poucos “lideres”, muitos “clones” e vestigíos de velhos com Alzheimer.
Porque será que não nos revoltamos contra a exterminação da nossa espécie enquanto podemos? Ou já não podemos?
Podemos ainda, basta ser lúcido e querer!!!
MFC"
sábado, 2 de janeiro de 2010
Ano Novo, que política???!!!
O Ano Novo ainda agora começou. O Senhor Presidente da República falou ao país e disse de sua justiça.
Enumerou as imensas lacunas dos últimos "desgovernos". Salientou a forma como muitos se servem da política, não para governar, mas para "se governarem". Aqui incluem-se todos os órgãos de poder desde do Parlamementar, ao Governativo e até ao Judicial.
No entanto, se olharmos a nossa História, parece que este tipo de situação e de actuação não são exclusivos desta época, mas têm-se repercutido noutros momentos específicos. Alíás, se olharmos para este texto de Guerra Junqueiro e que já tem 113 anos, vemos que ou não se evoluiu nada ou se retrocedeu muito. A mim, parece-me que foi este último caso.
Por isso estas palavras assentam que nem uma luva aos tempos de hoje, sobretudo no que se refere aos nossos políticos.
Aníbal Carvalho
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.
Enumerou as imensas lacunas dos últimos "desgovernos". Salientou a forma como muitos se servem da política, não para governar, mas para "se governarem". Aqui incluem-se todos os órgãos de poder desde do Parlamementar, ao Governativo e até ao Judicial.
No entanto, se olharmos a nossa História, parece que este tipo de situação e de actuação não são exclusivos desta época, mas têm-se repercutido noutros momentos específicos. Alíás, se olharmos para este texto de Guerra Junqueiro e que já tem 113 anos, vemos que ou não se evoluiu nada ou se retrocedeu muito. A mim, parece-me que foi este último caso.
Por isso estas palavras assentam que nem uma luva aos tempos de hoje, sobretudo no que se refere aos nossos políticos.
Aníbal Carvalho
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
QUE NATAL? NATAL DE QUEM?
No dia 25 de Dezembro, em todo o Mundo, celebras-se a Festa do Natal.
Que Festa fazemos? Que atitudes tomamos? Será que muitas vezes não nos identificamos apenas com o que o poeta João Coelho dos Santos aqui nos apresenta?
Por que acho o poema lindo e profundo aqui o partilho com quem quiser servir-se.
Aníbal Carvalho
"NATAL DE QUEM?
Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
-- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
-Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papéis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
-Foi este o Natal de Jesus?!!!"
(João Coelho dos Santos
in Lágrima do Mar - 1996)
O meu mais belo poema de Natal
Que Festa fazemos? Que atitudes tomamos? Será que muitas vezes não nos identificamos apenas com o que o poeta João Coelho dos Santos aqui nos apresenta?
Por que acho o poema lindo e profundo aqui o partilho com quem quiser servir-se.
Aníbal Carvalho
"NATAL DE QUEM?
Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
-- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
-Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papéis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
-Foi este o Natal de Jesus?!!!"
(João Coelho dos Santos
in Lágrima do Mar - 1996)
O meu mais belo poema de Natal
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
NATAL - 2009
O Natal com todo o seu simbolismo e significado está quase a chegar.
O facto de o celebrarmos, independentemente da profundidade das nossas convicções religiosas, fazêmo-lo, por que acreditamos que estamos a prestar honra e culto ao seu aniversariante. Esse aniversariamente que mudou o percurso da História e que amou todos os homens por igual conferindo a todos eles a dignidade da Sua Humanidade, chama-se Jesus Cristo.
Será que nessa festa privilegiamos tudo e todos menos Ele? Será que não o deixamos entrar na festa do Seu próprio aniversário?
Parece que nos dias de hoje tudo é prioritário menos Ele.
Para pensarmos um pouco melhor nestas circunstâncias, deixo aqui este filme que ilustra claramente, na forma como muitas vezes transformamos a nossa festa de Natal.
A ser assim, é muito preocupante.
Que este Natal não seja assim.
Feliz Natal
Aníbal Carvalho
O facto de o celebrarmos, independentemente da profundidade das nossas convicções religiosas, fazêmo-lo, por que acreditamos que estamos a prestar honra e culto ao seu aniversariante. Esse aniversariamente que mudou o percurso da História e que amou todos os homens por igual conferindo a todos eles a dignidade da Sua Humanidade, chama-se Jesus Cristo.
Será que nessa festa privilegiamos tudo e todos menos Ele? Será que não o deixamos entrar na festa do Seu próprio aniversário?
Parece que nos dias de hoje tudo é prioritário menos Ele.
Para pensarmos um pouco melhor nestas circunstâncias, deixo aqui este filme que ilustra claramente, na forma como muitas vezes transformamos a nossa festa de Natal.
A ser assim, é muito preocupante.
Que este Natal não seja assim.
Feliz Natal
Aníbal Carvalho
Subscrever:
Mensagens (Atom)
